terça-feira, janeiro 19

ESB, the Champion Ale

Cerveja muito boa, realmente. Uma ALE true, considerada a mais forte e complexa do estilo. A única cerveja inglesa que pode utilisar a classificação ESB designada pelo estilo.

Infelizmente a temperatura de degustação não foi a ideal, estava muito quente e ela esquentou muito rápido, mas pude ter várias impressões desta cerveja: primeiramente ela é uma cerveja que a degustação deve ser feita em temperatura ambiente, temperatura da inglaterra uns 13 ou 14 C, para apresentar seu potencial; ela não mostra seu aroma nem desenvolve o corpo/gosto em temperaturas muito baixas; e por ultimo ela perde a drinkabulity e aroma rápidamente em temperaturas perto dos 20 C.

ESB champion Ale

Estilo:
English Pale Ale** / Extra Special Bitter*
Fábrica: Fuller`s
Graduação: 5,5%

De aroma marcante de malte e lúpulo, herbal. cor de mijo concentrado e sem espuma, de pouquíssima carbonação. No paladar ela apresentou uma gama de sabores, o quilibrio/briga entre o amargo, o cítrico e o alcoólico na metade da degustação foi um dos melhores sabores de Ale que já experimentei, incomparável como a Duvel, de final amargo e alcoólico.

Veredicto: quero fazer uma degustação com a temperatura mais controlada ou seja, beber no inverno a temperatura ambiente. As Ganha!

www.fullers.co.uk/

Bohemia Oaken

OK. vamos se respeitar, essa cerveja promete muito (na verdade a marca bohemia promete muito mas peca justamente na qualidade), tanto pelo visual como pela pomposidade das descrições do produto, e a idéia de que mestres cervejeiros +[status]+[status] do produto vale a pena.

Bohemia Oaken

Estilo: Oaken, receita do Luciano Horn, mestre cervejeiro da AmBerv
Fábrica: AmBerv
Graduação: 6%

Esta cerveja, não teve um aroma muito forte propriamente dito, na verdade só um cheiro bem simples e ralo da fermentação. No copo o liquido apresentou uma bonita cor de cobre e uma espuma de duração média, bege clara. No paladar ela apresentou um amargor dominante, mas não muito forte e um fundo levemente amadeirado (quase imperceptível, vários goles para ter certeza) e um pouco alcoolica, sem corpo e de final amargo e aguado.

Veredicto: ruim

quarta-feira, janeiro 13

HQ de DOOM

Ok caras essa é a HQ oficial de Doom que os caras da id colocaram no site... eu não tinha lido e achei muito foda.

segunda-feira, janeiro 11

Filme do Lemmy

Ok. Parece que querem fazer finalmente um filme sobre o cara mais fudido de todos...



www.lemmymovie.com/

sexta-feira, janeiro 8

Chimichurri

Para quem não sabe, Chimichurri é um molho a base de salsinha, alho e azeite de oliva usado principalmente para temperar churrasco e servido junto com acompanhamentos, típico do Uruguai e argentina.

(Procurei no google.images e esse se aproximou mais do meu resultado)

Ok. Esta receita foi baseada em uma pesquisa rápida e meus próprios gostos por coisas fortes e os Chimichurri/adobe.

INGREDIENTES:

1,5 xícaras de alho desbaratado (ou 2 cabeças de alho)
2 cebolas roxas
2 xícaras de salsinha picada
suco de 4 limões
1 xícara de orégano
5 pimentas dedo de moça
6 colheres de sopa de páprica picante
1 colher de chá de pimenta do reino branca moída
1 colher de sopa de sal
1,5 xícaras de azeite de oliva extra-virgem
água morna

MÉTODO:

Primeiramente hidrate com um pouco de água morna o alho, ou pique ele.
Pique a cebola e a salsinha e misture.
Adicione o suco dos limões e mexa.
Adicione os demais ingredientes, deixando por ultimo o azeite de oliva e a água morna.


REFEÊNCIAS que usei para fazer esta receita:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Chimichurri
http://www.muitomaisreceitas.com.br/receitas/molhos/molho_chimichurri.html
http://www.aquiargentina.com.br/noticia.php?id=54&tipo_noticia=frente
http://llazarte.mat.unb.br/chimichurri.html
http://cybercook.terra.com.br/molho-chimichurri-esta-receita-e-uruguaia-na-comunidade.html?codigo=15043
http://blogdopeco.blogspot.com/2009/11/chimichurri-uruguaio.html
http://bacaninha.uol.com.br/v1/recebe.php?id=3588&a=1

quarta-feira, janeiro 6

Hacker Pschorr anno 1417

Com a união dos poderes da Hackerbräu e a Pschorrbräu aconteceu por volta de 1800 eu sou o capitão pla... ops não é isso.

Hacker Pschorr

Estilo: KELLER e ZWICKEL, A Keller e a Swickel são cervejas pouco comum, não são filtradas (portanto turvars) nem pasteurizadas (servidas na pressão e não engarrafadas), e ficam maturando de maneira exposta, sem cobertura. Pode ser bem amarga e tem álcool médio. [fonte]
Graduação: 5,5%
Fabricante: Hacker-Pschorr Brewery

Aroma leve de fermento e um pouco de cereis e alcool, a ANNO 1417 se mostrou uma cerveja turva de coloração cobre e com boa formação de espuma e carbonação abundante. no paladar ela se mostra inicialmente refrescante e pouco alcoolica mas no seu retrogosto está o amargo do lupulo e o gosto leve do malte. bem leve nos primeiros goles mas conforme se bebe mais se sabe de uma cerveja...

Veredicto: é uma cerveja boa, muito autentica (cerveja de verdade). Refrescante e com drinkability na medida certa. Na verdade acho que tomei ela com temperaturas acima do indicado, mas foi bom assim mesmo.

www.hacker-pschorr.de/

segunda-feira, janeiro 4

London Porter


Ok, se tem um estilo foda apara mim depois das Strong Belgan ALE este estilo é a Porter : Cervejas escuras geralmente tomadas por gente nos portos de Londres, geralmente operários, que misturavam algumas bebidas para conceguir uma bebida mais escura forte e amarga. Hoje em dia é feita principalmente com grãos torrados e é maturada por meses até estar pronta para o consumo.


London Porter

Estilo: Brown Porter *
Graduação: 5,4 %
Fabricante: Fuller's

Cerveja de aparência pesada (escura, turva e um pouco viscosa no copo) de pouca e fugaz espuma e de cheiro alcoólico seco e torrado (carvão?). No paladar apresenta um amargor equilibrado com notas de torrado e chocolate com um fundo alcoólico, bem encorpada. seu retrogosto foi bem interessante: primeiramente um forte alcoólico depois amargo e por ultimo um duradouro gosto de café.

Veredicto: FODA! de ter aos montes em casa, mas não é uma cerveja de beber aos montes sozinha.

quinta-feira, dezembro 31

Chimay Triphel

A Chimay é uma das Trapistas mais difundidas, Seu nome vem da região onde ficava a Abadia de Scouurmont, na Bélgica (e fica ainda, não deve ter saido do lugar) e seu tipo de cerveja vem da classificação que os monges cervejeiros utilizavam para denominar as cervejas que eles faziam e bebiam: a Enkel (básica, mais fraca para o dia-dia); a Dubbel (cerveja média feita originalmente para festas religiosas); a Tripel (mais forte) e ainda a Quadrupel (termo mais recente utilizado para cervejas belgas de maior teor alcoólico).

Hoje em dia esta classificação é usada para se referir na quantidade de malte empregada, a Tripel contem três vezes mais malte e assim por diante. O nome Tripel as vezes também é usado para se referir a cervejas com três maltes diferentes, entre eles a cevada.







Ladainhas a parte, vamos ao que importa...Chimay Triphel

Estilo: Belgian Tripel
Graduação: 8%
Fábrica: Abadia de Scouurmont

Cerveja de aroma cítrico e alcoólico, boa formação de espuma, duradoura e consistente. exalou um cheiro muito agradável de cereais e frutado, com notas de cravo. Liquido de coloração cobre e carbonação apenas inicialmente de textura um pouco licorosa. No paladar esta cerveja se mostrou levemente doce e amarga com notas cítricas(laranja) e picante e com um final alcoólico e cítrico.

Veredicto: Bah! Me fez repensar os Monges.

www.chimay.com/

Victory ALE

Esta cerveja foi criada pela Duvel, devil ou demônio em belga, seu nome é derivado do apelido que esta cerveja recebeu de diabólica por ser uma Ale forte e de alto teor alcoólico (8,5%). Seu nome original era Victory ALE, que comemorava o fim da primeira guerra*.

DUVEL

Estilo: Belgan Golden Strong Ale
Graduação: 8,5%
Fábrica: Moortgat

ALE de cheiro de malte e fermento, cheiro que some muito rápido por sinal, coloração dourada límpida com liquido vivido e borbulhante. A espuma dessa Ale teve de ser praticamente comida, muito duradoura e com consistência de um creme, formação de Belgian Lace a medida que o copo se esvazia. Na boca ela se mostrou bastante alcoólica e refrescante, com o gosto de malte um pouco mais de fundo e retrogosto amargo.

Veredicto: A Duvel é a Belgan Golden Strong Ale original uma cerveja forte e com aparência enganosa e muito sedutora, eu tenho uma certa queda por ALEs de todos os tipos mas essa é fenomenal.

www.duvel.be

sábado, dezembro 26

Boehmia Confraria

Buenas, vamos a essa cerveja de um estilo um tanto quanto irregular, onde estão as cervejas belga-francesas concideradas mais criativas e de estilo "único".

A idéia dessa cerveja foi resgatar uma receita de abadia tipica da idade média combinando malte de cevada e malte de aveia.

Estilo: Belgian Specialty Ale*
Graduação: 6,2%
Fabricante: American Beverage Corporation

Cerveja com forte aroma de malte e fermento, lembra muito uma massa de pão doce. Cor dourada, de carbonação leve e com formação de pouca mas duradoura espuma, essa espuma permanesceu no copo mesmo depois da cerveja acabar. No paladar ela apresentou uma combinção de costo e textura pegajosa, muito adocicada e com notas de especiarias bem ao fundo. De final doce.

Veredicto: Bah, me vê uma polar. Doce demais, chegou a cobrir os outros sabores.

terça-feira, dezembro 22

Férias e Cerveja

OK... ano novo, bebidas novas.

Alguns dias de férias vão cair muito bem e comprei mantimentos para uns dias.

terça-feira, dezembro 15

Kukri

Hoje eu me peguei pensando em facas no ônibus e tive o impulso de comprar um par de facas Kukri, me parece uma boa idéia ainda. Acabei pesquisando e descobrindo uma cultura toda por traz dessa arma/ferramenta. mas tanto faz...

Talvez o final do Dexter tenha me deixado um pouco emotivo em relação a facas, mas a verdade é que eu já tinha Upado a trilha sonora que o Daniel Licht fez para o seriado e tenho ouvido ela bastante, é uma boa trilha sonora para fazer qualquer coisa, principalmente quando só tu escuta a trilha como ela aparece em um seriado.


Link:

domingo, dezembro 13

Entrevista da Veja.com e UOL















?

domingo, 13 de dezembro de 2009 | 6:25

Leiam esta entrevista pulicada no UOL.

Por Carlos Madeiro:
Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?
Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?
Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?
Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?
Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?
Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?
Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?
Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?
Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?
Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?
Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?
Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protocolo de Kyoto?
Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?
Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?
Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

Fonte

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