quinta-feira, agosto 2

Indie GAME: The Movie (2011) e um pouco +


Quando as pessoas são pequenas costumam brincar de carrinho ou jogar bola, eu brincava de fazer jogos (entre outras coisas igualmente "estranhas").

Muitas vezes montava mini-games de papelão (era como desenvolver uma nova tecnologia de games, sempre melhorando e criando a necessidade de novos jogos). Os jogos  eram desenhados em um cartão separado que entrava no mini-game e ficava com o desenho a mostra na região da tela (para poder trocar de jogo/ou faze), ou então outros modelos de maior capacidade (onde ao invés de um cartão era um pequeno bloco de papel).

Claro, as vezes era realmente estranho o ritual: fazer uma caçada ao papelão (algo como dar uma olhada na volta até achar o material para construir o novo vide-game) fazer artesanalmente o jogo (como meu primo estava junto costumávamos discutir alguns aspectos para os jogos "rodarem", ou seja os cartuchos caberem no mini-games e ter um tamanho similar de tela) e a parte mais interessante era que criávamos o jogo em personagens: dois aventureiros e criadores de jogos.

A idéia de interpretar ao mesmo tempo que jogávamos eu não tenho a menor idéia de onde saiu (acho que  é uma coisa natural de criança, muito antes de conhecer ou jogar RPG), mas era divertido brincar de programador que passa a vida navegando e mergulhando ao redor do mundo enquanto buscava inspiração para os jogos (que obviamente bancavam a viajem e o equipamento todo).

E o pior nos jogávamos os jogos (sim, muito imaginativos!).

Agora sem mais delongas...



Oque é isso: um documentário canadense sobre jogos independentes, onde a equipe de filmagem acompanha algumas partes finais do desenvolvimento/lançamento dos criadores dos jogos Super Meat Boy (Edmund McMillen e Tommy Refenes da Team Meat) e Fez (Phil Fish da Polytron Corporation), e algumas entrevistas com o criador de Braid (Jonathan Blow). 

Trailer:

Altamente recomendado por dois motivos.

I - Apresenta praticamente só palavras dos game desgners: suas idéias, inspirações, referências e principalmente como vêem a vida e seu próprio trabalho. A dificuldade e nível de imersão necessários para fazer um jogo nessa proporção (em uma ou duas pessoas ao invés de 1000 ou 2000 pessoas), ou seja, bom para ficar por dentro das dificuldades e recompensas desse tipo de trabalho onde grupos pequenos (de até 5 pessoas) dedicam anos sem receber nada e apostam seu tempo integralmente no que acreditam ser um bom jogo. 

II - Mostra um pouco mais do universo além da criação: oque acontece quando um jogo esta pestes a ser lançado. Hoje em dia já é viável a criação de jogos de forma independente e com o desenvolvimento das game engines (inclusive freeware) e modos de distribuição por download pago (game designers também comem) isso já deve ser pensado pelas próximas gerações (e a atual) como uma coisa série porém diferente daquela mentalidade de trabalhar em uma grande empresa de jogos.


Link do filme (com arquivo de legenda no 4shared - créditos do UP para a Julianahell \m/):
www.4shared.com/Indie_Game_the_Movie_2012

Para quem se interessar pela criação de jogos eu recomendo o Blog Abrindo o Jogo do Everton e duas enguines bem diferentes:

Abrindo o Jogo (blog de profissionais em game design  brasileiros)
RPG Maker (enguine básica)
Unreal Tolkit Engine 3 (UDK, enguine Free para uso não comercial)
Lista de Game enguines (lista de engines na wikipedia)

Para quem se interessa pelos jogos que aparecem no filme:

Braid


Um plataformer que acontece praticamente dentro de uma pintura expressionista, com recurso de voltar no tempo a qualquer momento (oque tema ver com o tema do jogo), o jogador descobre uma história rica em detalhes que combina e muito com o clima contemplativo do jogo.




FEZ

jogo onde um boneco 2D percebe que existe um mundo 3D, extremamente rico. É como um jogo antigo dos bons adicionado elementos contemporâneos que o torna único.



Super Meat Boy


Jogo Modafoca total!!!! a história é simples: Meat boy é um garoto sem pele que teve sua namorada (garota bandagem) pelo Dr fetus (vilão nos moldes clássicos a lá Robotnik) aqui o que importa é a habilidade e engenhosidade do jogador em desafios clássicos de jogos de plataforma como super Mário.



Limbo

Um jogo difícil, sinistro e opressor, poucas vezes me aventurei a a jogar, vale a pena.


Parte disso diz respeito a não tentar ser profissional.
Muitos vêm para os jogos independentes tentando ser tipo uma grande empresa.
O que essas empresas fazem é criar produtos muito polidos que atendem à maio audiência possível.
A maneira de se fazer isso é removendo todas as imperfeições.
Criar esse produto muito polido e comercial é o oposto de se criar algo pessoal.
As coisas pessoais têm falhas.
Elas têm vulnerabilidades.
Se você não vê um ponto fraco em alguém não deve estar se relacionando num nível pessoal
Jonathan Blow

2 comentários:

AML disse...

Eu já assisti esse filme. É muito legal mesmo, bastante inspirador.
Só achei o cara do FEZ meio sem noção. Ele á podia ter terminado aquele game. Se fosse pra melhorar, fazia uma segunda versão. Não é a toa que o sócio abandonou o game e el ficou quase duro. As melhores partes do filme são com os caras do meat boy, muito bacana.
Eu também estou tentando desenvolver games, mas para android.
Eu criei um jogo casual, só de teste mesmo. Se alguém quiser baixar e se puder comentar suas opiniões, segue o link: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.TeVersusTes
Segue meu blog também: http://amlgds.blogspot.com.br

Juliana Miari disse...

super foda!

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